quinta-feira, 21 de junho de 2007

Príncipe Siddarta, o Buddha Sakyamuni

Quando eu falo que somos todos aparentados com todos... para começar com grandes mestres religiosos, vou mencionar o Buddha, Siddarta Gautama. Seu nome dispensa maiores apresentações. Pois vejam o parentesco dele:

60. Jaya-Sena, rei de Kosala, pai de:

61. Yasodhara, c.c. Anjana, rei de Koli, pais de:

62. Maya Devi, c.c. seu primo Suddhodhana, a seguir, o.a.g.

61. Sihahanu, pai de:

62. Suddhodhana, príncipe de Kosala, chefe da tribo sakya, que com sua prima Maya Devi, 62 acima, teve:

63. Siddhartha Gautama, o Buddha Sakyamuni.

61. Brahmatto, rei de Kosala, pai de:

62. Mahakosala-Sanjaya, rei de Kosala, pai de:

63. Prasenajit, rei de Kosala (†após 488 a.C.), c.c. Malika, fª de Mahanamah, rei dos Sakyas e descendente de Susandhi, pais de:

64. Vajra de Kosala, c.c. Ajatasatru Kunika, imperador de Magadha (†após 450 a.C.), com:

65. Udayibhadra, rei de Magadha, pai de:

66. Nandivardhana Anuruddha Munda, rei de Magadha, c.c. Bhadda, pais de:

67. Nagadashoka, rei de Magadha, pai de:

68. Sisunaga, rei de Magadha, governador de Kasi, pai de:

69. Kalasoka Kakavarman (†após 385 a.C.), rei de Magadha, pai de:

70. Ksemadharma, rei de Magadha, pai de:

71. Chandragupta Maurya (†após 297 a.C.), samraja de Magadha, c.c. Nandini, fª de Dhanananda, rei de Magadha, pais de:

72. Bindusara Amitraghata, samraja do Norte da índia, c.c. Subhadrangi Dharma, pais de:
Ashoka

73. Ashoka Vardhana, considerado o primeiro imperador da Índia (272-232 a.C.). Com a conversão de Ashoka ao budismo, esta religião passou a influenciar fortemente a arte na Índia. A seu respeito, disse H. G. Wells: "Na história do mundo, houve milhares de reis e imperadores que se intitularam "sua alteza", "sua majestade" e assim por diante. Brilharam por alguns momentos, e desapareceram rapidamente. Mas Ashoka brilha e brilha como uma estrela luminosa até nossos dias". C.c. Padmavati, fª de Yudhisthira, rei da Cachemira, pais de:

74. Kunala, rei de Taxila, Gandahar e Cachemira, que com sua 2ª mulher, fª de Devapala, rei do Nepal e de uma princesa tibetana, teve:

75. Dasaratha (cuja geração alguns não consideram), rei de Magadha, pai de:

76. Brihadratha Maurya (†após 181 a.C.), rei de Magadha, c.c. NN Abhisara, ancestrais meus 80 gerações atrás. Assim, isso me torna primo em 96º grau de Buddha, e descendente de Ashoka há 83 gerações.

domingo, 17 de junho de 2007

Good ol' King Ramses II

Ramsés II Usimare Setepenres (*1314/04 - č1279 - †1224/12), faraó, c.c. (7ª, 1246) Ma'athefrue. Pais de:

Khaemwase, príncipe do Egito, pai de:

Isitnofret II (*1252 – †1202), princesa do Egito, c.c. seu tio Merenptah Baenre, a seguir.

Outro filho desse casal foi Setenáquete Usirkha'ure Meryamun (Sethnakht, Sethi II; *1265 - č1190 - †1182) faraó, que se c.c. Tiye-Merenese, adiante.

Ramsés II teve com Isitnofret I:

Merenptah Baenre (*1265 - č1224 - †1214), faraó que teve com sua sobrinha Isitnofret II retro:

Tiye-Merenese (*1225/20), c.c. o faraó Setenáquete, retro. Pais de:

Ramsés III Usirmare Meryamun (*ca 1225 - †4/1163), faraó, c.c. (1186) Ísis Ta Habadjilat (*1205), fª de Habadjilat, princesa síria. Sua geração avança na genealogia dos reis da Europa.

Ramsés II foi um dos governantes mais prolíferos da História, e teve, ao total, 162 filhos, segundo estimativas. Eis uma imagem artística - digamos, antes - do dito cujo:


Agora, uma imagem dele obtida na Delegacia de Polícia de Luxor, depois do sobre-humano esforço de gerar esses 162 filhos numa só noite:

just kidding...

O bom Ramsés II é meu ancestral na 125ª geração anterior.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Por onde ele passava, não crescia mato


Há personagens históricos cativantes, seja por sua ferocidade e crueldade, seja por seus feitos magníficos, seja por sua generosidade e altruísmo. Um exemplo do primeiro tipo era o rei dos hunos, Átila.

Átila (Atli, Etzl; em gótico, Átila significa “paizinho”; *ca 400 Romênia - †ca 453 Hungria), 59º rei dos hunos (434), fundador do segundo Império Huno (437), imperador dos suecos, godos e dinamarqueses, "Terror do Mundo", "Flagelo de Deus". Com Gudrun, teve uma filha que nos interessa:

Ascama, c.c. Ardarico, rei dos gépidos (469-74). Foram pais de:

Elemund (†ca 491), pai de:

Austrisa (Austrigusa), c.c. Wacho, rei dos lombardos; uma neta do casal, Wultrade (Walderada, Valdrada), c.c. Clotário I, com descendência nos Carolíngios.

Com Chrimschilde, a Kriemhilde do Anel dos Nibelungos, teve:

Chaba, príncipe huno. Morreu com os irmãos e 30.000 hunos na Batalha do Rio Netad.

Trinta e nove gerações separam Chaba de Pascoal Leite Furtado (*Ilha de Santa Maria, Açores - †4/5/1614 São Paulo, em sua fazenda no sítio de Pi­nheiros, c.t.), c.c. Isabel do Prado (GP, Vol. III, p. 91 et passim). E 14 gerações separam-me do simpático casal Isabel/Pascoal. Logo, estou a 54 gerações do Flagelo de Deus. Uia!



Rafael Sanzio pintou diversas stanzas no Palácio dos Pontífices, no Vaticano, das quais a última exibe uma cena histórica: o papa Leão I impedindo Átila de invadir Roma. O encontro teria ocorrido nas margens do rio Mincio, perto de Mântua, e salvou a Cidade Eterna da destruição. Na cena, Leão cavalga com grande dignidade em direção aos hunos, que galopam desde a direita do afresco. Acima deles, São Pedro e São Paulo brandem espadas. À direita, Átila e seu séquito detém-se aterrorizados ao verem os dois santos.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Paulistas, às armas!



Em 23 de maio de 1932, alguns paulistas morreram durante uma manifestação contra Getúlio Vargas: Mário Martins de Almeida, Euclides Miragaia, Dráusio Marcondes de Sousa e Antônio Camargo de Andrade. As iniciais dos quatro formaram a sigla M.M.D.C., à qual muitos hoje acrescentam um "A" em homenagem a Orlando de Oliveira Alvarenga, que morreu tempos depois.


Dentro de um mês ter-se-ão passado 75 anos desde que os paulistas, num gesto heróico diante do ditador Vargas, puseram-se em armas num movimento constitucionalista (e não separatista, como muitos pensam erroneamente). Meu pai, então com dezoito anos, ajudou seus colegas de Politécnica a montar projéteis para os canhões Krupp de 75mm, como se vê nesta foto tirada em um galpão da Poli (ele está com as mãos apoiadas sobre o projétil):


Orgulho-me muito de minhas fortes raízes paulistas, embora a genealogia mostre quão rasos são os regionalismos ou bairrismos... e encho o peito para dizer que meu pai defendeu a legalidade contra os desmandos de ditadores. A foto abaixo mostra como era o canhão de 75mm da Krupp:

Muito além do Jardim... do Éden

Michelangelo, A criação de Adão. Capela Sistina, ca 1511
Dia destes, uma tia, irmã de minha mãe, sabendo de minhas já avançadas investigações genealógicas, comentou comigo, em tom de brincadeira: "E então, Marcello Augusto, pelo tempo dessa pesquisa já-já você chega a Adão e Eva". E respondi: "Que nada, tia, já passei deles... "

Como assim, passou? Talvez seja uma surpresa para você, mas o mundo pouco provavelmente foi criado em 4004, como dizem os fundamentalistas cristãos (criacionistas). James Usher (1581-1656), arcebispo de Armagh, Primaz da Irlanda e vice-chanceler do Trinity College em Dublin, era muito respeitado em sua época, e seu tratado sobre cronologia – com base em uma complexa análise – foi incorporado a uma versão autorizada da Bíblia em 1701, e com isso passou a ser tão acatado quanto a própria Bíblia.


Usher calculou que o primeiro dia da criação foi um domingo, 23 de outubro de 4004 a.C., e disse que Adão e Eva foram expulsos do Paraíso numa segunda-feira (tinha de ser, ô diazinho chato), 10 de novembro de 4004.


Com todo o respeito devido a Usher, discordo. Estudiosos como Zecharia Sitchin (O 12º planeta, O começo do tempo, Encontros divinos, Código cósmico e Escada para o céu, em português) e Laurence Gardner (A linhagem do santo Graal, O legado de madalena, Segredos perdidos da arca sagrada e outros), que entre outras coisas inspiraram o Código da Vinci, afirmam que o tal do elo perdido nunca existiu, e que descendemos de uma hibridação feita em laboratório por extraterrestres.


Surpreso? Pois saiba que Bryan Sykes, um dos mais renomados geneticistas mundiais, analisou um elemento do DNA herdado pela linha materna e fez o caminho de volta aos tempos pré-históricos, descobrindo que 95% de todos os europeus modernos descendem das mesmas mães ancestrais - Úrsula, Xênia, Helena, Velda, Tara, Katrine e Jamine – nomes que deu às “sete filhas de Eva”, que viveram na África.


O projeto Genoma Humano, que analisa o DNA mitocondrial, sugere que a mulher mais antiga data de um momento entre 150 e 250 mil anos atrás, na África – exatamente como afirmam Sykes e Sitchin, que estudou textos sumérios na língua original. E Gardner teve a paciência de publicar a genealogia dos descendentes de En.ki, um importante anunnaki, e uma mulher local (terrestre), começando por... seus filhos Adão e Eva, of course. Quando isso se deu? Segundo Sitchin, perto de 200.000 anos atrás.

"...eu chego a achar Herodes natural"


Esse era o refrão de uma música de Vinícius e Toquinho (Cotidiano). Bem, adoro meus filhos e discordo do poetinha. Mas em termos genealógicos, quem descende do cruel rei de Judá, Herodes o Grande? Para citar apenas um exemplo, 111 gerações separam nosso João Portes d’El-Rei – que se c.c. Juliana Antunes (GP, Vol. VIII, Tit. Pretos, p. 276) de Herodes.

O quadro à esquerda chama-se Mariamne leaving the Judgement Seat of Herod, criado por John William Waterhouse em 1887 e atualmente na Coleção Forbes, em Nova York.

Mariamne "a Hasmonéia" (*57 a.C. – †29 a.C.) foi executada por adultério por instigação de Salomé, irmã de Herodes, e da mãe de Mariamne, Alexandra. (Com mãe assim, quem precisa de cunhada venenosa?)
Ela c.c. (37 a.C.) Herodes o Grande (*73 - č37 – †4/4/4 a.C.), rei de Judá, fº de Antípatro II (†43 a.C.), procurador de Judá, e de Cipro de Petra, de uma eminente família dos arabisos; n.p. de Antipas I, governador de Iduméia; b. de Antípatro I, strategos da Iduméia. Sua família seria descendente de Iduméia, filho de Esaú e de Ada, n.p. de Isaac e Rebeca. De repente, em nossa genealogia, uma história tão antiga e até bíblica recebe contornos personalizados. Quantos de nós não descendem desse casal...

quarta-feira, 23 de maio de 2007

De verde, uma pomba abicando...

Este é o meu brasão. Melhor dizendo, é o brasão de armas que foi concedido a meu trisavô e tataravô, Francisco de Assis e Oliveira Borges (1806-1879), quando recebeu o título de barão de Guaratinguetá (em 2 de dezembro de 1854). Mais tarde, foi titulado visconde (10 de abril de 1867), recebendo finalmente as honras de grandeza (17 de maio de 1871).

Nem todos sabem que no Brasil os títulos nobiliárquicos não eram hereditários, mas pessoais: com a morte do titular, extinguia-se o título.

Se hoje uso a imagem do brasão em anel e em louças de jantar, é como homenagem ao mais famoso dos Oliveira Borges, que, no entender de Afonso Arinos (Rodrigues Alves: Apogeu e declínio do presidencialismo), foi não apenas o homem mais rico do Brasil em sua época (com uma fortuna que equivalia a 1% do meio circulante brasileiro), como também generoso em suas ações: após sua morte, foi apelidado de pai dos desvalidos, por ajudar quem necessitasse, sem no entanto deixar conhecer o autor da benemerência.